Luiza de Abreu Andrade um espírito muito querido por todos nós, então sempre que citarmos seu nome colocaremos como Irmã Luiza. Uma forma de expressarmos nosso carinho e gratidão.
Certo dia encontrou uma amiga, que ao perceber seu estado aflitivo, aconselhou buscar a cura através do espiritismo. Irmã ‘Luiza sendo protestante recusou a oferta da amiga naquele momento. Mais tarde em outro encontro sua amiga verificando as condições difíceis da Irmã Luiza, que no momento até pensava em suicídio, insistiu novamente falando:
– Luiza, sua queimadura já tornou-se de 2° grau e cada dia está pior.
Irmã Luiza refletira sobre a situação e verificou que não tinha outra forma a ser submeter se atender a sugestão da amiga. Assim, ambas dirigiam-se a um Centro Espírita, que se localizava na mesma rua onde morava. Ao entrar pela primeira vez em um Centro Espírita, sentiu receio e acanhamento, que todos sentem, afinal Irmã Luiza era contraria a Doutrina dos Espíritos. Assim, ela e sua amiga sentaram-se bem longe da mesa de trabalho, lá no último banco.
Logo após a abertura dos trabalhos, uma entidade se manifestou através de um médium da mesa, acusando a presença de Irmã Luiza da seguinte forma.
– Até que enfim ela veio!
O dirigente do trabalho perguntou ao manifestante a quem ele se referia.
– É com aquela Senhora que está lá no fundo da sala com o pé doente. A senhora demorou para seguir a Doutrina do Espíritos, sou o responsável pelos males que vem sofrendo, pois fui eu quem derrubou a chaleira com água fervente em seus pés ocasionando essa ferida que a medicina não conseguia curar. Mas agora a Senhora não precisa se preocupar, é só lavar os pés quatro vezes ao dia com água fluidificada (energizada), que em menos de oito dias estará completamente curada.
E isso aconteceu.
Irmã Luiza compreendeu pelas diversas provas que a Doutrina Espírita não era o que ela supunha ser, mas sim algo real. Dessa forma Irmã Luiza iniciou sua caminhada como espírita, desenvolveu a sua mediunidade em diversos graus: vidência, auditiva, intuitiva, de transporte e curadora. Irmã Luiza mudou-se para Rua Frei Gaspar, onde as famílias necessitadas a procuravam, o remédio que ela indicava era água fluidificada e muitas foram as curas obtidas. Novamente ela mudou de residência e desta vez foi para o Largo do Belém.
Lá um advogado o Dr. Loureiro estava com câncer no rosto, recorrera a medicina, mas não obteve a cura e chegou a ser desenganado pelos médicos. Um menino que era seu empregado, vendo o seu sofrimento o aconselhou a procurar Irmã Luiza, onde não aceitou. Porém como último recurso procurou um famoso especialista no Rio de Janeiro, e após a consulta ele disse ao médico que queria a verdade, mas o médico para falar a verdade cobrou 50 mil réis pela consulta. E como o Dr. Loureiro insistiu na verdade lhe pagou o valor e o médico lhe informou que o seu mal era incurável.
De volta a São Paulo, desanimado e muito triste, seu empregado tornou a insistir:
– Dr. Loureiro, o Sr. já procurou todos os meios possíveis e não encontrou a solução para seu mal, porque não procura a Irmã Luiza?
Desta forma Dr. Loureiro sem outra opção a procurou. Foi aconselhado que ele fizesse um estágio no interior de São Paulo, por seis meses, usando a água fluidificada que Irmã Luiza lhe prepararia. Após os seis meses voltou a casa de Irmã Luiza para mostrar que o mal já tinha diminuído mais da metade, foi aconselhado que ele deveria continuar no interior tomando e usando sempre o remédio indicado, por mais algum tempo. Quando retornou novamente para São Paulo, já estava completamente curado. Nessa época um fazendeiro sofrendo de tuberculose no ultimo grau de sua doença, e desenganado pelos médicos, procurou Irmã Luiza e ficou completamente curado, usando somente água fluidificada.
Tanto o advogado como o fazendeiro estavam felizes, pelas curas que obtiveram e dentro dessa alegria, se reuniram e compraram um terreno e construíram um prédio, no largo do Belém que ofereceram a Irmã Luiza, mas ela sugeriu que a escritura fosse lavrada em nome de CENTRO ESPÍRITA PAZ, AMOR E CARIDADE. Assim Irmã Luiza mudou-se para lá.
Uma Senhora com câncer maligno no seio, foi mandada embora da Santa Casa, desenganada em sua cura, recorreu a Irmã Luiza, a qual recomendou que lavasse o local doente quatro vezes ao dia com água fluidificada, e assim ficou completamente curada. Francisco Esmênio foi o primeiro presidente do Centro Espírita Paz, Amor e Caridade, ele era parente de terceiro grau de Giro de Martino. Giro Martino desde 12 aos 15 anos, chorava constantemente sem ter motivo aplausível e por esta razão Francisco Esmênio levou Giro para conhecer Irmã Luiza. Giro aproveitou o momento para pedir um remédio, e ela lhe disse para aguardar o término dos trabalhos. Ao término dos trabalhos Irmã Luiza se dirigiu até Giro que aguardava uma resposta e ela lhe disse.
– Querido Giro, o seu remédio é a Doutrina Espírita, não se afaste mais dela.
Desde então Giro tornou-se um trabalhador espírita e cumpridor de suas tarefas. O irmão Giro relatou o seguinte fato:
Como a pancada foi forte, o levaram para o hospital, onde os médicos após os exames decidiram operar, pois a pancada tinha afetado o cérebro. A operação seria realizada no dia seguinte. Mas naquela noite, irmã Luiza se fez presente ao Giro e lhe informou que, se ele submetesse a cirurgia, ele passaria ao plano espiritual com antecedência. Com isso Giro, ajuntou o seu pertence e saiu do hospital.
Um outro caso que ocorreu com Irmã Luiza foi: O Centro Esotérico da Comunhão do Pensamento convidou Irmã Luiza para uma sessão, com intuito de fazer uma verificação aos doze diretores que estavam presentes e sentados a mesa, Irmã Luiza pediu que cada um escrevesse um pensamento numa folha de papel e colocasse dentro de um envelope, em seguida aproximando-se de cada um, e a todos foi dizendo o que cada um colocara escrito dentro do envelope sem qualquer erro. Com isto foi grande a simpatia e alegria dos diretores para com Irmã Luiza e convidaram-na para participar dos trabalhos com eles, mas após agradecê-los pelo convite, os respondeu que já trabalhava em um Centro Espírita.
Passou o tempo e como acontece a todos os seres encarnados, chegou o dia da volta da Irmã Luiza para o plano espiritual. ( dia 29 de Julho de 1923).
Correram à casa dela todos os amigos e irmãos da Doutrina, que choravam e diziam:
– E agora? Como vamos fazer sem a nossa bondosa Mãe Luiza?
O corpo estava inerte dentro do caixão que estava sobre uma mesa, mas em dado momento o espírito da Irmã Luiza, usando o médium Dirceu, um trabalhador da casa, disse àqueles que choravam e reclamavam:
– Por que choram? Não vêem que agora estou mais viva do que antes. Agora sim meus irmãos queridos, posso realmente ajudá-los e protegê-los melhor do que antes!!!.
O cortejo fúnebre foi enorme, o féretro já se encontrava no cemitério da Quarta Parada, e ainda havia carros saindo do Centro Espírita “Paz, Amor e Caridade”, em homenagem a nossa tão querida Irmã Luiza Abreu de Andrade. Neste instante, roga a Deus nosso Pai querido, que ilumine a mente de todos nós para que seja possível compreendermos realmente esta maravilhosa lição da nossa mentora.


